sábado, 6 de junho de 2015

Buddy Holly - Girl on my mind


A tradição de canções românticas já existia há muito tempo antes da chegada do rock. Muitos tipos de relacionamentos amorosos, trágicos ou felizes, recentes ou antigos já haviam sido postos no imaginário mundial por meio da música, independente de estilo.

O rock surge ainda na década de 1960 como expressão de parte de uma população oprimida e renegada ao que teria de melhor da arte. Convenhamos, arte sempre foi muito caro. Mas neste caso, serviu para o nascimento de uma nova forma de expressão. E junto a ela uma gama nova de perspectivas.

A primeira delas se faz bem clara no nome do gênero: "rock 'n' roll", aparentemente, uma expressão para sexo.

Tão logo o gênero começa a se popularizar, os jovens são os primeiros a abraçá-lo. Ele é tocado nas baladinhas, nas formaturas, nos bares. Então, as canções tem que se adaptar a este público mais jovem. É então que a cara mais popular do rock surge, se espalha, e de verdade se populariza - invadindo até mesmo programas de tevê.

Mas nosso foco aqui é uma música de Buddy Holly. Em Girl on my mind, nos é posta mais uma destas canções românticas em que há um personagem apaixonado comentando sua relação fracassada. Não preciso apontar ao leitor que nada disso era novidade e Holly não foi o primeiro a fazê-lo, certo?

O negócio é que existe algo de diferente em como a canção nos é apresentada que concede a ela um toque a mais. O lamento de um jovem apaixonado logo em seus primeiros versos fica claro: girl on my mind/ please come back to me.

É um pedido, não diferente a tantos outros que já escutamos em nossos anos de rock. O que há de diferente é exatamente a apresentação da história por Holly. Os engasgos em sua cantoria, sua marca registrada, aliás, surgem nesta canção com muito mais frequência. A canção ganha contornos de um lamento choroso, de um garoto que pede o retorno de sua amada aos prantos. Sim, aos prantos. Os engasgos de Holly dão, por fim, a impressão de que ele está a chorar enquanto clama pelo retorno de sua amada.

O choro de Buddy Holly na canção assemelha-se ao de um jovem que parece ter perdido seu primeiro amor. Nada melhor do que para um gênero renegado pelos mais velhos (ele não sabe nem cantar, menino), e escutado somente por quem poderia se identificar com aquele choro.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Buddy Holly - Learning the Game


Depois de um longo hiato, muito comum no mundo do rock, o blog retorna este ano. Não sabemos até quando, mas tentaremos ficar o máximo de tempo possível.

E para iniciar este retorno do rock que nunca morreu, nada melhor do que uma postagem sobre Buddy Holly, não? O músico que, em 1959, morreu em um acidente de avião aos 22 anos tornou-se um dos nomes mais influentes do gênero. Por quê?, você me pergunta.

As músicas de Holly, apesar de se assemelhar ao rockabilly feito por seus antecessores, buscava alguns detalhes diversos, dentre eles o foco desta postagem que é a relação melodia-letra, ou melhor, forma-conteúdo. O que é isso?

No conteúdo de qualquer obra de arte reside aquilo que é dito: no caso das músicas de rock dos anos 1950, o tema mais comum era o amor. A forma é o como se diz isso. Na canção - termo mais apropriado - temos o sujeito que canta algo, e a música que nos embala numa melodia e harmonia. A melodia deve, então, casar com aquilo que é dito pela letra. Lembre-se, caro leitor, de Garota de Ipanema, nosso clássico nacional.

Na música de Buddy Holly que escolhemos para encabeçar este nosso retorno é uma menos conhecida do público nacional: Learning the game.

Aponto para um detalhe em especial dela:
When she says that you're the only one she'll ever love
then you find that you are not the one she's thinking of

A letra nos mostra um sujeito esperançoso de ser o amor da vida da parceira, mas descobre que não é. A melodia é brusca, pontua bem cada termo, quase como se agressivamente dissesse aquilo rememorando um caso passado a um amigo. Coisa que é sustentada logo em seguida:

Feeling so sad and you're all alone and blue
That's when you're learning the game

A melodia, neste ponto, já faz um caminho diverso. Ela se torna mais suave, quase como se o narrador oculto passasse a mão na cabeça do sujeito com quem conversa dizendo: isso acontece. Até porque, é isso que a letra nos diz (estamos "aprendendo o jogo" do amor). Você se sente mal ao descobrir que ela não te ama, mas é aí que vai descobrindo como é o jogo. Um afago no garoto que acabou de levar um fora, mas faz parte.

E aqui, o link para a canção: Learning the game.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Jimi Hendrix - Hey Joe

O show de encerramento do festival de Woodstock ficou a cargo de Jimi Hendrix, que fez deste encerramento algo não menos épico que o próprio fesitval.
Tanto o festival quanto a apresentação de Hendrix habitam o imaginário de roqueiros de todo o mundo.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

The Beatles - Dont Let Me Down



Em 1966 os Beatles faziam seu ultimo concerto com ingressos pagos, depois disso, o único show promovido pela banda inglesa foi no topo do prédio da Apple corp., como fruto de um filme que documentava o fim da banda. Este show ficou lendário, e suas imagens eternizadas no filme Let it Be.

domingo, 13 de janeiro de 2013

George Harrison - My Sweet Lord



George Harrison, guitarrista dos Beatles, não fez tantas canções de sucesso após o encerramento da referida banda, mas a canção que lançou logo depois desta, no álbum "All Things Must Pass", permanecesse no imaginário de todos os fãs de rock n' roll e dos beatlemaníacos. "My Sweet Lord" foi um sucesso logo em seu lançamento, fazendo com que Harrison não fosse esquecido ou ofuscado perante seus outros parceiro de banda.
Acima se encontra uma versão demo que circula pela internet, aparentemente contida no documentário recente de Martin Scorsese sobre o músico inglês, intitulado: "Living in the material world".